A internet na mira da educação

29 abril, 2005    Categoria: Blah blah blah   1 Comentário »  

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Uma notícia publicada em Vitória-ES me chamou à atenção:

“Escolas restringem pesquisa virtual”

Algumas instituições já vinham monitorando o acesso de seus alunos à Web, agora restringem a pesquisa pela rede. Ora, parece já notório o acesso às informações na internet; o “mergulho” dos que estão em fase escolar ao imenso conteúdo disponível na rede mundial soa como inevitável. Já não se consegue impedir totalmente o acesso a sites confiáveis ou negar que os alunos copiam, colam e imprimem seus trabalhos.

Lembro bem de sempre completar informações aos trabalhos (que deveriam ser feitos em casa, com antecedência) justo no dia, na hora e em sala de aula, com informações retiradas de trabalhos de outros colegas. O que mudaram foram os meios. O que antes era um corre-corre, (copia daqui, empresta uma figura dali) hoje é feito com simples cliks do mouse.

Vivemos hoje, em todo o globo, transformações memoráveis semelhantes ao impacto da chegada da fotografia ou do 1º telefone ao Brasil trazidos por nosso Imperador Ultra-Moderno Dom Pedro II, renomado professor, tradutor, intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação, homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social que seria um não menos aficcionado pelo advento da rede mundial.

Mas não gostaria de ver os já sofridos professores brasileiros, como eu, novamente nadando e morrendo na praia logo ali à frente. Qual seria a solução? Discussão em sala? Nada de trabalhos extra-classe? Uma nova disciplina no currículo para acessos em grupos na própria escola? Estaria o corpo docente atualizado e apto a monitorar e ministrar conteúdos vindos da internet? Talvez. Só percebo que ainda temos uma questão a se arrastar por longo tempo.

Medo e depressão na Europa

28 abril, 2005    Categoria: Blah blah blah   Nenhum Comentário »  

A Europa está doente. Logo agora que já nos acostumamos com a alta do euro, as boas relações de países outrora pouco amistosos e o papa alemão me deparo com algo veiculado pelo Deutsche Welle:
127 milhões de europeus sofrem de doenças psíquicas e psicossomáticas. Ora, já imaginou se resolvemos importar novamente essa gente? Uma outra revoada de primos recém-chegados do velho continente tendo de enfrentar as plagas tupiniquins? Não ia ter estrutura. Não da nossa parte. Deles. Se não estão suportando a vida pelas alamêdas européias…
Os alemães disseram que os custos para os sistemas de saúde chegam a 600 bilhões de euros ao ano. E por aqui, um sistema público de saúde falido. Estão tendo dificuldades com as pressões no trabalho e na família, o medo do desemprego e a falta de perspectivas, isso mesmo, falta de perspectivas! Isto está deixando cada vez mais cidadãos europeus doentes. O European Brain Council, publicou em Bruxelas um estudo que mostra que “o cérebro humano não está preparado para o crescente estresse das sociedades civilizadas”. E os que enfrentam sociedades “ainda não civilizadas”, como fazem? Suicídio coletivo?

Ok. Os europeus estão mal. Mas pras bandas de cá temos (ou melhor, não temos) sistema de saúde, o desemprego é algo inserido na realidade de qualquer brasileiro comum, a família está arruinada e perspectivas parece que desde Cabral não há muitas.Mas vamos ser compreensivos. A Europa está um tédio. Vamos transar com estilo. E eles só têm um remédio: Descer o Rio Nilo.
A tal pesquisa ainda levou em consideração os 25 países da UE ampliada, tais como como Islândia, Noruega e Suíça. Nesses entediantes países 27% da população sofrem das 12 principais moléstias psíquicas e neurológicas, como dependência de álcool e medicamentos, distúrbios bipolares (pra quem não está inteirado, antes denominados psicose maníaco-depressiva), esquizofrenia, depressões e ataques de pânico. As vítimas do estresse civilizatório podem ainda sofrer de tumores cerebrais ou epilepsia, assim como de enxaqueca, traumas ou das seqüelas de um derrame cerebral.

Brasileiros, uni-vos! Precisamos ser solidários aos primos europeus. Nós já temos Know How; temos Sem-Terras, Sem-Tetos, descamisados, Sem-Emprego e temos que dar uma mão aos colegas “Sem-Equilíbrio”. Proponho um
Live Aid
. Um mega concerto em prol das vítimas do holocausto urbano europeu que assola as mentes mais desenvolvidas com medo (será dos imigrantes?) e depressão profundíssima. Com renda revertida para as famílias carentes e isoladas dos Cantões suíços. O Lula é presença garantida. O Seu Luís Inácio tá que é um arroz de festa só. Mas é preciso agendar antes. Corre-se o risco dele já estar em cerimônia de inauguração de alguma choupana de tribo aborígene pela Austrália. Ou, então, torçam. Rezem pra uma ressurreição súbita de Her Doktor Sigmund Freud. Semana que vem é o aniversário dele. Podemos dar uma festa com sorteio de 2 meses de terapia gratuita com o mestre.
O Lula vai…

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Tenho visto, sobretudo nos últimos tempos, todo tipo de demonstração prodigiosa. Algumas vezes é a bravura de um homem a postos pra um salvamento aquático ou num incêndio florestal. Em outras, é o dilema familiar na busca frenética de cura da doença de um de seus familiares. Enfim, é o século do desenvolvimento e da intelectualidade.
Daí a ser salvo por um telefone celular, já vai longe.
Um chef britânico foi mordido por uma aranha brasileira e só foi salvo porque tirou uma foto do animal com a câmara de seu celular. Ta aí o nome da figura: Matthew Stevens. Ele mora em Bridgwater, a pouco mais de 200 km a oeste de Londres e estava limpando o freezer de seu pub, quando foi picado duas vezes por uma aranha. Stevens tirou uma foto da aranha com a câmara de seu celular para “mostrar aos amigos”. Depois da picada, sua mão começou a inchar e ele passou a sentir fortes dores e tontura, desmaiou e foi levado ao hospital.

Os médicos perceberam a gravidade da situação, mas era preciso identificar o tipo de aranha para saber qual o tratamento. O chef se lembrou da foto no celular, que foi enviada a especialistas do zoológico de Bristol. Os especialistas identificaram a aranha como Phoneutria fera, típica do Brasil, popularmente conhecida como aranha da banana ou armadeira.

A suspeita é de que a aranha tenha chegado ao pub de Stevens em uma caixa de bananas. Ela estava escondida embaixo de um pano e quando o Mattew foi pegá-lo ela o picou. Segundo ele era quase do tamanho da palma da sua mão. Ele ainda foi picado uma segunda vez.

A Phoneutria fera está no Livro Guinness de Recordes como a aranha mais venenosa do mundo, segundo o Times. Pelo menos 14 pessoas morreram de sua picada desde 1926, mas nenhum caso foi registrado desde 1996, quando cientistas brasileiros desenvolveram um antídoto para o veneno. O sujeito ser picado por uma aranha que freqüenta bananeiras já é difícil. Ter um encontro com essa mesma aranha além-mar em pleno pub Londrino é bastante improvável. Ser picado duas vezes e ainda sobreviver? Quem tinha que estar no Guiness era o inglês, não a aranha.