Jogo do Currículo
20 outubro, 2005 Categoria: Blah blah blah 4 Comentários »
Jogo entre eu e a Tata em horário absolutamente impróprio.
Eduardo Martins: Eu já vi neve.
Tata Maneschy : Eu nunca vi neve.
Edu : Nunca comunguei.
Tata: Já comunguei sem me confessar.
Edu : Já tomei ponto na gengiva.
Tata: Já tirei os quatro cisos.
Edu : Não guardo livros.
Tata: Guardo livros fora da ordem que eu nunca li.
Edu : Já assisti 4 sessões de cinema no mesmo dia.
Tata: Já vi 12 filmes em um dia.
Edu : Vi o New Order do palco e tomei porrada do segurança enganado.
Tata: Perdi o New Order, o Rush e o Depeche Mode. Mas vi o U2.
Edu : Já amei 3 vezes.
Tata: Eu amo demais.
Edu : Ninguém me ensinou a dirigir.
Tata: Aprendi a dirigir mas não sei mais.
Edu : Já causei a expulsão de uma turma inteira.
Tata: Já fiquei de castigo olhando pra parede na 7ª série.
Edu : Já usei brinco.
Tata: Não saio de casa sem brinco. E durmo de brinco.
Edu : Fugi de casa aos 5 anos.
Tata: Arrumei a mochila pra fugir de casa aos 8 anos.
Edu : Já quase morri afogado em cachoeira.
Tata: Tenho medo de rio.
Edu : Uma vez fui num puteiro e não comi ninguém.
Tata: Já fui paquerada por um garoto de programa.
Edu : Já voei ao lado da Adriana Calcanhoto.
Tata: Nunca viajei com ninguém famoso.
Edu : Eu plantei feijão no algodão, na escola.
Tata: Eu plantei feijão no algodão mas ele nunca cresceu.
Edu : Nunca andei de mobilete.
Tata: Só andei de mobilete na garupa.
Edu : Já desmaiei.
Tata: Já fingi desmaiar.
Edu : Adorava tomar banho de chuva.
Tata: Adoro beijar na chuva.
Edu : Já fui multado por transar no carro.
Tata: Nunca transei no carro.
Edu : Eu choro fácil.
Tata: Eu também.
Edu : Eu vejo gente morta.
Tata: Eu tenho medo de ver.
Edu : Não gosto de dormir.
Tata: Não gosto de dormir sozinha.
Edu : Eu minto às vezes.
Tata: Odeio mentira.
Edu : Já andei de canoa furada.
Tata: Nunca andei de canoa.
Edu : Nunca caí de cavalo.
Tata: Um cavalo já disparou comigo mas meu pai me salvou.
Edu : Já assisti a Maria Rita 2 dias seguidos.
Tata: Implico com ela.
Eu sei.
Orgia
14 outubro, 2005 Categoria: Filosofia barata 4 Comentários »
Diria Camões à sua amada:
De vós senhora, é meu coração cativo
Em meu peito guardo vossa imagem serena.
Oh donzela de olhar distante e altivo
Meu coração por vós arde, meu corpo por vós pena.
Se um dia no meu leito vosso corpo reclinar
Quedar-me-ei admirando vossa forma e formosura.
Oh deuses! Cegue eu do outro olho se ousar profanar,
Vosso corpo, vosso encanto.Oh divina criatura!
Diria Bocage a uma ex-donzela:
Eu, Bocage não seria, se ao ver-te seminua
Não levantasse tua saia, tuas rendas e teus folhos
Não montasse e cavalgasse tuas ancas
A minha espada desembainhada, entesoada.
Eu, Bocage não seria, se ao ver-te deitada no leito
Pernas abertas a preceito, não te tirasse virgindade e honra
E se no final da peleja donzela fosses, eu, Bocage,
Arrancaria não um olho! Mas os tomates e a minha porra.
Florbela suspiraria pelo amado:
Ah vem…
Espero-te deitada só de suspirar fico cansada
Sem fôlego, trémula, sem alento.
Meu amor, vem…
Mas vem depressa
Ou quando chegares estarei dormindo a sesta
E terás perdido ao vir, ou não.
O meu desejo, o ensejo, o momento.
Ary declamaria arrebatado:
Meu amor. Meu amor.
Deitada não és certeza. És espanto.
Amar-te não é arder em fogo brando
Mas soltar corpo, grito, pensamento.
Arder em fogos brandos é para parvos
E burgueses de desejo fraco, coisa mole e verso breve.
Contigo meu cavalo solto até ao orgasmo.
E me arrebento no teu corpo
E me revejo no teu espasmo.
E Pessoa questionar-se-ia:
Penso que te amo. Mas será que te amo?
Vou fumar um cigarro na esplanada
E pensar mais um bocado.
Amo-te?
Ou como poeta sou, finjo amor e amando-te não te amo?
Não sei!
É melhor esperares deitada.
Digo-te lá mais para o fim da tarde.
E o que diria Biajoni à donzela Hello Kitty, que fala com o coração e não tem boca?
Texto original de autoria de Ana – Encandescente
Referendo do Mal
11 outubro, 2005 Categoria: Política é o fim 2 Comentários »
- Os países que proibiram a venda de armas tiveram aumento da criminalidade e da crueldade dos bandidos.
- As pessoas temem as armas. A vitória do “Sim” no referendo não vai tirá-las de circulação no Brasil.
- O desarmamento da população é historicamente um dos pilares do totalitarismo. Hitler, Stalin, Mussolini, Fidel Castro e Mao Tse-Tung estão entre os que proibiram o povo de possuir armas.
- A polícia Brasileira é incapaz de garantir a segurança dos cidadãos.
- A proibição vai alimentar o já fulgurante comércio ilegal de armas.
- Obviamente, os criminosos não vão obedecer à proibição do comércio de armas.
- O Referendo desvia a atenção daquilo que deve realmente ser feito: a limpeza e o aparelhamento da polícia, da justiça e das penitenciárias.
