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11 maio, 2006 Categoria: Blah blah blah 7 Comentários »
Afinal de contas, o que nos leva a continuar nesta vida apesar das derrotas, perdas e poucas vitórias? O que é este impulso verdadeiramente suicida de ir até o fim da linha, de ver o que está por trás do inevitável abismo, sabendo que teremos mais perdas, mais derrotas e quase nenhuma vitória? C.S. Lewis escreveu no “Surprised by Joy” que, quando crianças, experimentamos uma sensação desconhecida, que nos preenche por toda vida, apesar de sua brevidade. Ele acreditava que seu nome era nada menos que “alegria” e que, durante os anos de maturidade, conforme a marcha do tempo insistisse em passar, sua principal motivação era captar novamente esse pequeno e afiado brilho que o acompanhara. Lewis sabia que esta “alegria” podia ser dolorosa (e era), mas que era a única que valia a pena perseguir.
Então, o que nos leva a enfrentar o fim, apesar de tudo, apesar da impossibilidade de entender o outro, de fazê-lo feliz? E o tempo – o que fazer com este monstro que nos ensina a agarrar cada instante passageiro como se fosse uma parte do eterno? Seria a alegria que tanto desejamos rever, a mesma alegria dos tempos de criança? Ou a certeza de que os dias que já se foram também têm uma beleza peculiar?
Me recordo do famoso verso de Rilke: a beleza é o início do terror, devido à sua rara intensidade e, portanto, à crueldade que nos espera.
Alguns de nós sofrem tanto e passam por experiências que ninguém gostaria mas percebem, um dia, que estão vivos e sabem muito bem a alegria que isso significa.
Ah, “alegria”, “beleza”, “memória”, “terror” – palavras, palavras, palavras, já dizia Hamlet, todas querendo apreender o significado de algo que está além das nossas possibilidades, de nossas pífias intenções de uma busca pela felicidade nesta terra…
O que nos mantém vivos é a busca pela mesma alegria que C. S. Lewis também perseguia. E o resultado é a superação de todas as coisas ruins que aconteceram no passado porque, algum dia, teremos de nos libertar dele, e perceber a beleza oculta que as sombras queriam esconder; perceber que, apesar de toda a lição de trevas, a vida não é só isso e que a esperança é algo bom de se nutrir.
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11 maio, 2006 - 9:29 pm
“a esperança é algo bom de se nutrir”…
será?
feliz aniversario
32 – 2 dias = 6 meses
amo
11 maio, 2006 - 10:13 pm
Este, que é seu… Todo seu, este
Dia, há de ser lembrado como
Um dia de carinho e alegria!
Aceite os fraternos abraços meus
Reunindo os bons votos de harmonia,
De prósperos caminhos seus,
Onde a Paz reine, em seus dias!
12 maio, 2006 - 1:18 pm
Prosit, mein Freund!
15 maio, 2006 - 7:57 am
Concordo com você: Viver bem é uma arte.
A vida é complexa, não complicada. É cercada de sutilezas que se não administradas nos afundam.
É preciso estar atento aos pequenos sinais e responder com pequenos ajustes.
16 maio, 2006 - 12:17 am
A alegria de estar vivo é realmente incomparável.
parabéns pelo bom texto. muito lúcido
Ich bin dabei.
16 maio, 2006 - 10:00 pm
“Viver, e não ter a vergonha de ser feliz / cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz / Eu sei, eu sei, que a vida devia ser bem melhor e será / mas isso não impede que eu repita / é bonita, é bonita e é bonita”.
20 maio, 2006 - 9:29 pm
Obrigado Eme. Amor e poesia sempre.
Anne, meine Freundin: Vielen Dank!
Leo: Administrar as sutilezas com pequenos ajustes! É bem por aí mesmo.
há braços
Mein Freund, Dieter: Wo bist Du jetzt?
Daeeeh Guerreiro! Te lembra de mandar meus 5 pila de volta, bagual!! heheh
Forte abraço, amigo.