Amigos
20 julho, 2007 Categoria: Blah blah blah 6 Comentários »
Tenho amigos que não sabem o quanto eles são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é, em alguns momentos, um sentimento mais nobre do que o amor, já que permite que seu objeto se divida em outros afetos enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos. Até mesmo aquele distante que não percebe o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de sua existência, a alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Ainda assim, é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare como gostaria e não os procure como deveria. Às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, oro por suas vidas. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer… Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
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23 julho, 2007 - 12:04 am
Bonito recado….não sei se mereço ser seu amigo pois passamos pouco tempo juntos mas o pouco que passamos juntos para mim vc é um amigo!!!Valeu …..vc é 1000!!!!
23 julho, 2007 - 12:07 am
Como dizia o talentoso
William Shakespeare:
“Depois de algum tempo você aprende que verdadeiras amizades continuam a
crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na
vida, mas quem você tem na vida.”
Um beijo carinhoso.
11 agosto, 2007 - 2:46 pm
Recebi este “recado” seu no Orkut e amei!
Ando passando por um período particularmente difícil onde mais do que nunca tenho recebido o total apoio de amigos queridos. Reconhecê-los (mais uma vez) como amigos tem sido uma experiência maravilhosa.
Engraçado como são certos momentos da vida. Cada vez mais acredito que nada é por acaso.
Um beijão grande e um ótimo fim de semana da sua amiga virtual, Cris.
11 agosto, 2007 - 4:02 pm
Sempre às ordens, meus amigos. Sempre.
11 novembro, 2007 - 8:41 pm
Muito bom o seu texto. Gostei muito.
11 novembro, 2007 - 8:42 pm
Eduardo, já me sinto infeliz de não ser seu amigo, mas nesta vida passei por Parana, Santa Catarina RJ minha terra natal e agora Pará! Somente no RJ notei esta necessidade desbragada de ter Amigos. Apesar de o carioca gostar de pegar no pé, ou como se diz aqui: fazer graça, ainda assim vale a pena ter um amigo! Se tiveres tempo leia meu: Homenagem a Bebeto Monsueto! Um Super Amigo meu que sumiu , ninguém sabe , ninguém viu.