A Aeronáutica concedeu a Medalha de Honra ao Mérito Santos Dumont a Dona Marisa Letícia, pois a considerou uma cidadã brasileira que prestou relevantes serviços à Força Aérea Brasileira.

Pelo menos é para isso que a condecoração foi instituída em 1956, por decreto presidencial.

Não foi dado saber ao Brasil quais foram estes ‘relevantes’ serviços que a primeira dama prestou à Aeronáutica para merecer tamanha honraria.

Esta homenagem que não foi concedida, por exemplo, às esposas dos comandantes mortos nos acidentes com os aviões da Gol e da TAM, recentemente ocorridos, que escancararam o apagão aéreo no Brasil.

Elas também mereciam esta deferência. Continue lendo este artigo »

Mudaria alguma coisa?

Vamos ver como andou se comportando o banqueiro Daniel Dantas:

1 - Dantas pagou R$ 8,5 milhões ao advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Cacai, amigo de José Dirceu. De fato, quem advogou para ele foi José Oliveira Lima, também chapa do ex-ministro, por R$ 1 milhão. O pagamento a Cacai foi, sei lá, uma espécie de deferência;

2 - Dantas pagou, por meio da Brasil Telecom, R$ 1 milhão de reais a título de honorários advocatícios, a Roberto Teixeira. Sim, o Primeiro-Compadre, aquele da Varig;

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Fernando Gabeira foi a UERJ para uma palestra com os alunos.

Quando alguns engraçadinhos gritaram “viado” ele se levantou, foi ao microfone e respondeu o seguinte:

“Se sou viado ou não, é problema meu. Sou casado e pai de dois filhos.
Vou trabalhar com a cabeça e não com o cú!!!”

Silêncio total no auditório da UERJ.
Gabeira foi aplaudido de pé.

O Exército norte-americano garante que o “número dois” da al-Qaeda no Iraque foi morto numa operação no último dia 5, na cidade de Mossul, norte do Iraque.

O líder rebelde é identificado pelos militares dos EUA como um marroquino conhecido como Abu Qaswarah ou Abu Sara.

É impressão minha ou este é o terceiro ou quarto “número 2″ que eles matam?!

Como disse ontem o John McCain no debate com o Barack Obama: Isso não são coisas que se digam.
Ora…

Não há dúvida de que as propagandas eleitorais no Brasil são programas de humor de altíssima qualidade.

Os slogans são de fazer inveja nos melhores humoristas do mundo. (Seria cômico se não fosse trágico.)

Veja abaixo os 9 melhores slogans de campanha eleitoral do Brasil:

9º lugar - Guilherme Bouças, com o slogan:
‘Chega de malas, vote em Bouças.’

8º lugar - Grito de guerra do candidato Lingüiça, lá de Cotia (SP).
‘Lingüiça Neles!’

7º lugar - Em Descalvado (AL), houve uma candidata chamada Dinha cujo slogan foi:
‘Tudo Pela Dinha.’

6º lugar - Em Carmo do Rio Claro, teve um candidato chamado Gê.
‘Não vote em A, nem em B, nem em C; na hora H, vote em Gê.’

5º lugar - Em Hidrolândia (GO), um candidato chamado Pé teve como slogan:
‘Não vote sentado, vote em Pé.’

4º lugar - E em Piraí do Sul um gay chamado Lady Zu.
‘Aquele que dá o que promete.’

3º lugar - A cearense chamada Debora Soft, stripper e estrela de show de sexo explícito. Slogan:
‘Vote com prazer!’

2º lugar - Candidato a prefeito de Aracati (CE):
‘Com a minha fé e as fezes de vocês, vou ganhar a eleição.’

E o 1º lugar - Em Mogi das Cruzes (SP), um candidato chamado Defunto gritava:

Vote em Defunto, porque político bom é político morto!”

A receita para ser eleito:

1 jornal sensacionalista do interior do Piauí
1 país politicamente desacreditado
2 astrólogas de criatividade exacerbada (redundância)
1 casa da mãe joana

Eleição tupiniquim é isso aí.
Uns trocam de partido. Outros fazem pactos…

Sou Portela e vascaíno, mas adoro a torcida do Flamengo. Minha família toda é tricolor, o Botafogo é um time glorioso e o América é o time do meu coração”

Eduardo Paes, candidato a prefeito do Rio.

Sei. E eu sou tricolor, xará. E já estou vomitando política.

por Melanie Valle

Vivemos em um país que se diz “democrático”.

Mas onde fica a democracia quando, pela manhã, vou trabalhar e sou obrigada a desligar meu rádio para não ouvir o horário político ou tenho que colocar um CD para não escutar baboseiras?

Onde está a democracia à noite, quando chego cansada e quero relaxar, assistir a TV, ver as notícias e seria obrigada a desligar para não ver as propagandas políticas se não tivesse TV a cabo?

E quem não tem TV paga em casa, o que faz? As alternativas são:

  1. Sair pra dar uma volta e correr o risco de ser assaltada
  2. Ligar pra bater papo com alguem e pagar uma tarifa altíssima de telefonia
  3. Ir dormir

Sou obrigada a votar e sou penalizada se não comparecer às urnas repletas de candidatos de reputação duvidosa. Sou obrigada a escutar mentiras, desligar meus aparelhos ou acatar um toque de recolher doméstico, se não quiser ouvir o mar de besteiras e promessas vãs.

Então é isto a democracia?

(Melanie Valle é Analista de Suporte, eleitora indignada, além de minha mulher. Com muito prazer.)

Resposta do Conselho Federal de Psicologia à notícia acima.

Em matéria intitulada “PF apela à psicologia para algemar” publicada no jornal O Estado de São Paulo de 14 de setembro último, lemos o depoimento de duas psicólogas, pertencentes aos quadros da Polícia Federal, que afirmam ser justificado o ato de algemar, indiscriminadamente, cidadãos que recebem voz de prisão por agentes da PF.

Em que pese o lugar de onde opinam as profissionais -elas próprias parte da corporação policial em pauta- suas idéias e concepções não coincidem com os princípios que orientam hoje o debate da psicologia brasileira em torno do tema da justiça, segurança pública e defesa dos direitos humanos.

O Sistema Conselhos de Psicologia (Conselho Federal e Conselhos Regionais) estão próximos de realizar o II seminário sobre o sistema prisional brasileiro e o papel dos psicólogos. Na pauta desse seminário apontamos claramente para a tarefa urgente de tratarmos as políticas criminal, penitenciária e de segurança pública brasileiras como caso de calamidade pública merecendo a preocupação de toda a sociedade. Em nossos cárceres imundos mantemos cerca de meio milhão de seres humanos, preponderantemente jovens e miseráveis, muitos deles sem sentença condenatória e passando por todo tipo de violação de direitos. A violência do Estado, muitas vezes legitimada pela mídia, torna-se recurso natural nas ações de repressão aos atos infracionais.

Ora, algemar sob o argumento de que o estresse torna os sujeitos humanos imprevisíveis é generalizar os fenômenos psicológicos, banalizando sua complexidade. Isso pode acabar por justificar a transformação de uma ação de prevenção em ato de ostentação de força e violência onde o sujeito abordado pode tornar-se vítima de humilhação social. Esse efetivamente não deve ser o papel da PF que tem demonstrado seriedade e cautela nas operações que todos acompanhamos nos últimos tempos. O uso da violência desqualifica sua conduta profissional, perdendo credibilidade social e o respeito dos cidadãos que acreditam nos princípios democráticos.
O Conselho Federal de Psicologia, em sintonia com a campanha das Comissões de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia, acredita que

nenhuma forma de violência vale a pena.

Humberto Verona
Presidente do CFP



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Sobre o autor

Eduardo Tetera é Mestre em PsicoPedagogia e especializado em Etimologia de Línguas Ocidentais.
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