Antigo campo de concentração é vandalizado na Áustria
6 março, 2010 Categoria: Política é o fim, Tolerância zero Nenhum Comentário »
Um antigo campo de concentração na Áustria foi vandalizado com pichações antissemitas e antiturcas supostamente por ativistas de ultradireita, disseram autoridades nesta sexta-feira.
O incidente ocorreu durante a noite no muro externo do campo de Mauthausen, perto de Linz, e nenhum suspeito foi achado, disse à agência de notícias APA o diretor da polícia antiterror local, Michael Tischlinger.
“Tal dessacralização não é uma travessura, os culpados haviam escolhido um alvo”, disse Willi Mernyi, diretor do Comitê Mauthausen, que participa da preservação do local, onde cerca de 100 mil pessoas morreram durante o domínio nazista na Áustria (1938-45). Continue lendo este artigo »
Especial – Vida no Haiti
17 janeiro, 2010 Categoria: Política é o fim Nenhum Comentário »
Parece que o Haiti é mesmo confuso.
Quem chega a Porto Príncipe, capital do Haiti, lembra das favelas do Rio.
Quem entra nas entranhas da cidade e compara, tem a certeza que é muito melhor morar no complexo do Alemão ou na Rocinha do que em Cité Solei ou na Cozinha do Diabo.
O caos urbano é completo, a sujeira impera e não se tem esperança, pelo menos para os próximos cem anos.
Quando se conhece um povo tão bonito e simpático como o haitiano ou de alguns outros povos de África, reza-se para que cem anos passem rápido e deixem este país tão sofrido ver a esperança chegar e o sofrimento ficar no passado.
O jornal Extra preparou um especial contando mais sobre a Vida no Haiti. Vale a pena conferir ↓
Haiti, uma história de paradoxos e excessos
Haiti – À deriva desde sua independência
Tortura e vodu no Haiti
Haiti tem imagens atualizadas no Google Earth
Imagens do Haiti em tempo real
Haiti, uma história de paradoxos e excessos
16 janeiro, 2010 Categoria: Política é o fim 1 Comentário »
Cedido pela Espanha à França em 1697, quando se chamava Saint-Domingue, suas terras – há muito inférteis – tornaram-no uma das mais ricas colônias das Américas.
Produzia um dos melhores acúcares do mundo, batendo, no século XVIII, o Brasil em exportações nesse campo.
Hoje, sua renda per capita é bastante menor do que a do bairro de Higienópolis, em São Paulo: em média, um haitiano vive com dois reais ao dia.
Como lembra Juan Jesús Aznárez o Haiti é exemplo vivo da Lei do engenheiro aeroespacial americano (Edward) Murphy: qualquer situação, por pior que seja, está sujeita a agravamentos.
O que transformou o Haiti no país mais pobre das Américas? O processo ininterrupto de “colonização” (usurpação), que não se findou, paradoxalmente, com sua independência, inovadora e sui generis, em 1804, a segunda do continente (a primeira foi a dos Estados Unidos, em 1776) e a primeira liderada exclusivamente por negros, que conquistaram sua liberdade, em 1794 – ao contrário dos negros brasileiros, que foram “alforriados” quase cem anos depois.
O Haiti, disputado pela Espanha e França, antes de sua independência, não teve ao menos os benefícios secundários de uma colonização como a brasileira. Na verdade, sua independência política consistiu num abandono de território. As plantações de cana de açúcar francesas, que fizeram a riqueza de Paris, haviam esgotado o solo, quando Napoleão entregou a ilha à sua própria sorte.
A República negra sofreu boicotes desde seu início e tornou-se um “encrave negro”. O sismo do dia 12 de janeiro, 35 vezes mais forte do que a bomba atômica lançada sobre Hioshima no final da Segunda Guerra, deu-se, na verdade, quando Colombo chegou na ilha em 1492.

