E no fim os Beatles beijam Aristóteles
3 junho, 2006 Categoria: Blah blah blah 10 Comentários »
O Estagirita diria:
“…mas se os argumentos bastassem para tornar os homens bons, eles teriam feito por merecer grandes recompensas e as recompensas não faltariam. Todavia, embora as palavras pareçam ter o poder de encorajar e estimular os jovens de espírito generoso e preparar um caráter bem-nascido e verdadeiramente amigo de tudo que é nobre para fazê-lo adquirir a virtude, elas são impotentes para incutir a nobreza e a bondade na maior parte das pessoas.
Com efeito, o homem comum não obedece por natureza ao sentimento de honra, mas unicamente ao medo e não se abstém de más ações porque elas são ignóbeis e sim por temer o castigo. Orientada pela paixão, esse tipo de gente anda buscando seus prazeres e os meios de conseguí-los, evitando os sofrimentos que lhes são contrários e nem ao menos fazem idéia do que é nobre e verdadeiramente agradável, já que nunca experimentaram tais coisas.
Que argumento poderia regenerar tais pessoas? É difícil e, talvez, impossível erradicar pelo raciocínio os traços de caráter que se incorporaram à sua natureza. Talvez devamos nos dar por satisfeitos, se conseguirmos dar algum traço de virtude a essas pessoas, quando dispomos de todos os meios capazes de influenciar as pessoas no sentido de torná-las boas”
“…and in the end the love you take is equal to the love you make”
Pelo menos era o que diziam e desejavam os Besouros de Liverpool bebendo ao estagirita, para quem a eqüidade ainda é a melhor espécie de Justiça. Mas isso seria num mundo perfeito. Por aqui, o amor que você tem nunca será igual ao amor que faz. Por um motivo simples: a ingratidão é uma das maneiras mais notórias do ser humano exprimir seu comportamento.
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4 junho, 2006 - 1:21 am
Primeiro: Upa! (um abraço pra matar a saudade). Agora vamos ao texto.
Bem escrito, naturalmente e pautado em verdades mas sabemos que pau que nasce torto… onde encontrar meios para afugentar a corrupção? Não há. Vem daí todo o veneno que desvirtua o ser. Ele teme o castigo, mas quando o castigo pode ser amenizado com algumas notas… o resto cê já sabe.
Bom, viu? Beijocas
4 junho, 2006 - 10:31 pm
Boa noite, Eduardo!
Hoje tive a oportunidade de conhecer teus trabalhos e eles prenderam minha atenção! Reflexivos, críticos… abordam temáticas que muitos, por desconhecimento ou indiferença, preferem deixar em segundo plano! Fico feliz que ainda existam pessoas que se importem!
11 junho, 2006 - 10:45 pm
Eduardo.
Não quero fazer jus ao texto e antes que a carapuça sirva, estou retribuindo o link, lincando o seu blog lá do meu, apesar de achar que não tenho muitas visitas.
Um abraço
Calo GRosso
http://www.calogrosso.blogger.com.br
13 junho, 2006 - 8:38 pm
Te agradeço a gentileza. Sou leitor do Calo Grosso há um bom tempo e ele está linkado aqui no inconsciente desde o ano passado quando você publicou lá texto meu. Sigo acompanhando o CG. Forte braço
16 junho, 2006 - 10:08 pm
QUANTAS VERDADES DITAS COM SABEDORIA! É … O QUE FAZER? ENQUANTO AS RESPOSTAS NÃO CHEGAM APROVEITEMOS O FINAL DE SEMANA COM MUITA PAZ E ACREDITANDO QUE ALGO AINDA PODERÁ SER FEITO. INTÉ
29 junho, 2006 - 1:32 am
Mas bah tchê, outra verdade! Pau que é torto… lamentável.
4 julho, 2006 - 11:04 pm
vamos por pontos, pois vou dizer só de uma rápida passagem que norteia teu texto: fiz um poema que dizia do temor de deus, não foi bem compreendido, afirmaram que temor era reverência e profundo respeito, eu sabia disso, mas os homens temem porque têm medo, de deus ou do homem, e achei voz, muito melhor que a minha, na tua crônica
8 agosto, 2006 - 2:18 am
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11 agosto, 2006 - 10:41 pm
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17 agosto, 2006 - 4:42 am
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