E o celular salvou o inglês…

27 abril, 2005    Categoria: Blah blah blah    Nenhum Comentário »  

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Tenho visto, sobretudo nos últimos tempos, todo tipo de demonstração prodigiosa. Algumas vezes é a bravura de um homem a postos pra um salvamento aquático ou num incêndio florestal. Em outras, é o dilema familiar na busca frenética de cura da doença de um de seus familiares. Enfim, é o século do desenvolvimento e da intelectualidade.
Daí a ser salvo por um telefone celular, já vai longe.
Um chef britânico foi mordido por uma aranha brasileira e só foi salvo porque tirou uma foto do animal com a câmara de seu celular. Ta aí o nome da figura: Matthew Stevens. Ele mora em Bridgwater, a pouco mais de 200 km a oeste de Londres e estava limpando o freezer de seu pub, quando foi picado duas vezes por uma aranha. Stevens tirou uma foto da aranha com a câmara de seu celular para “mostrar aos amigos”. Depois da picada, sua mão começou a inchar e ele passou a sentir fortes dores e tontura, desmaiou e foi levado ao hospital.

Os médicos perceberam a gravidade da situação, mas era preciso identificar o tipo de aranha para saber qual o tratamento. O chef se lembrou da foto no celular, que foi enviada a especialistas do zoológico de Bristol. Os especialistas identificaram a aranha como Phoneutria fera, típica do Brasil, popularmente conhecida como aranha da banana ou armadeira.

A suspeita é de que a aranha tenha chegado ao pub de Stevens em uma caixa de bananas. Ela estava escondida embaixo de um pano e quando o Mattew foi pegá-lo ela o picou. Segundo ele era quase do tamanho da palma da sua mão. Ele ainda foi picado uma segunda vez.

A Phoneutria fera está no Livro Guinness de Recordes como a aranha mais venenosa do mundo, segundo o Times. Pelo menos 14 pessoas morreram de sua picada desde 1926, mas nenhum caso foi registrado desde 1996, quando cientistas brasileiros desenvolveram um antídoto para o veneno. O sujeito ser picado por uma aranha que freqüenta bananeiras já é difícil. Ter um encontro com essa mesma aranha além-mar em pleno pub Londrino é bastante improvável. Ser picado duas vezes e ainda sobreviver? Quem tinha que estar no Guiness era o inglês, não a aranha.


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Perfil de Eduardo Tetera Eduardo Tetera é um andaluz Mestre em PsicoPedagogia e especializado em Etimologia de Línguas Ocidentais.
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