Maracutaia beneficia filha de juiz do STJ
29 maio, 2007 Categoria: Blah blah blah Nenhum Comentário »
Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro, (aquela que entrou com queixa de assédio sexual contra o ministro do STJ Paulo Medina) acaba de conseguir uma decisão na justiça federal que é uma imoralidade e um desrespeito sem tamanho ao direito de candidatos a concursos públicos.
O processo é a ação ordinária Nº 1998.34.00.001170-0 classe 1300, que está no Tribunal Regional Federal da 1ª região
Autora: Glória M P Ribeiro
Rés: a União Federal e a Fundação Universidade de Brasília.
Glória Maria fez concurso público pela Cespe-Unb para o cargo de técnico-judiciário, área-fim em 27/05/95 para o STJ, onde seu pai é ministro.
Foi reprovada na prova objetiva.
Entrou com uma ação cautelar e, adivinhe só? Obteve liminar…
Fez a prova da segunda fase, a prova discursiva.
Foi reprovada novamente.
Entrou com nova ação para ver seus pontos aumentados.
O que aconteceu? Ganhou nova liminar e mais: foi “nomeada provisoriamente” e está ganhando esse tempo todo no tribunal do papai… (desde 1995!)
Detalhe: Havia feito 13,45 pontos e pediu que esses pontos fossem elevados a 28,22. Parece brincadeira, mas conseguiu. Seus pontos foram elevados num passe de mágica. O caminho das pedras foi arranjar um “professor particular” (isso mesmo!) que corrigiu sua prova, para quem estava tudo mais que certinho, e praticar o tráfico de influência de seu pai ministro, Antônio Pádua Ribeiro.
Aí veio o julgamento do mérito do caso. O juiz federal de Brasília (1ª instância), José Pires da Cunha, não caiu nessa e refutou o pedido, que considerou ilegal e imoral e ainda condenou Glória Maria Pádua Ribeiro nas custas e honorários de R$ 10.000,00 (ainda existem juízes!), mas houve recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª região e os juízes Fagundes de Deus, João Batista e Antônio Ezequiel louvaram a candidata, analisaram sua prova tim-tim por tim-tim e aprovaram-na com louvor.
A Universidade de Brasília (UNB) peticionou dizendo que a prova foi igual para todos e não seria justo que um professor escolhido pela candidata corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo professor corrigisse a prova de todos. É justo? Debalde a UNB argumentou que pela jurisprudência o judiciário não corrige provas de concurso devido a independência das bancas e porque senão a justiça não faria mais nada a não ser se transformar numa super-banca dos milhares de concursos.
Todo mundo sabe o que aconteceu nos bastidores. Houve apostas no meio jurídico se a “banca pádua ribeiro” iria conseguir.
Veio agora recentemente a sentença do TRF da 1ª região, 5ª turma, que é mais um descalabro, mostrando necessidade do controle externo. Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga, que disputou em igualdade de condições e passou. Passou e foi preterido! Glória Maria de Pádua Ribeiro ganhou no tapetão sujo do tráfico de influência. De 13 pontos passar a 28, quando um mísero décimo já elimina muitos candidatos! A sentença analisou as preposições, as conjunções, a virgulação, a ortografia da redação, acatando a tese da “banca Pádua-Ribeiro”.
Nem tudo está perdido. Existe recurso para o STJ e STF, e todos esperam que a União Federal, a Advocacia da União e o Ministério Público Federal não fiquem coniventes. Se Glória Maria Pádua Ribeiro perder a causa, perde o cargo e o verdadeiro dono da vaga, pobre mortal sem padrinhos, será chamado.
E agora vem a chave de ouro, a deixar claro que este País não é sério mesmo. O mesmo Pádua Ribeiro, ministro do STJ, pai da falcatrua relatada acima e de muitas outras praticadas por sua mulher, a famosa “Glorinha”, está prestes a assumir o cargo de Corregedor do Conselho Nacional de Justiça (o chamado controle externo), conforme noticiado nos jornais.
Agora eu me pergunto: O que será que vai dar…
-Calabresa ou Muzzarela, senhor?
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