Tecnologia

Bola de vôlei com chip está em testes

A CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) testou, na última semana, o uso de uma bola com chip RFID que permite informar ao juiz o local exato onde a bola tocou a quadra.
O recurso é especialmente útil em jogadas polêmicas, quando a bola cai próxima a linha limítrofe da quadra e não há certeza se o atacante conseguiu colocar a bola no chão do adversário ou se simplesmente mandou a bola para fora.
Para contornar esta dificuldade, uma tecnologia desenvolvida pela Penalty e pela 3RCorp permite saber com margem de erro de apenas 2,5 cm onde a bola toca a quadra em cada lance.
Para isso, as bolas usadas no jogo têm um chip RFID embutido. Além disso, ao menos seis antenas são instaladas ao longo da quadra para medir a localização da bola.
Uma bola com chip pode ser usadas por até seis horas seguidas. Depois, precisa de uma recarga de energia, o que pode ser feito inserindo um plug no orifício usado para bombear ar para dentro da bola. A CBV aprovou a tecnologia e deve usá-la em alguns jogos da Superliga 2009, a principal competição de vôlei no país.
A bola será usada apenas em alguns jogos, em função do custo do equipamento e deve diminuir o número de erros cometidos pelos árbitros em lances difíceis.
A tecnologia, que consumiu US$ 2 milhões em investimentos para ser desenvolvida, permite também colher dados técnicos sobre o desempenho dos atletas, como a velocidade das cortadas, a trajetória da bola na quadra e o ângulo em que as mãos dos atletas tocam a bola, entre outros.

Veja como foi o lançamento da nova bola

Tecnologia similar já foi testada no futebol, mas a FIFA vetou seu uso em partidas oficiais. A entidade máxima do futebol acredita que os erros de arbitragem e a pôlêmica fazem parte da atração do esporte.

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