Lost – vídeo resumo das 3 temporadas em 8 minutos

Na última sexta-feira muitos brasileiros acordaram com os olhos inchados, com cara de poucos amigos, e passaram o dia bocejando. A balada dessa turma foi ficar acesa a madrugada toda, com os olhos colados na tela do computador. Tudo para ver o primeiro episódio da quarta temporada de Lost, que estreou, veja só, nos Estados Unidos.

A série, que começou a ser exibida por lá às 23h30 (horário de Brasília) do dia 31, já podia ser vista – legendada – às 4 horas da manhã pelos insones internautas brasileiros. E vários contribuíram com seu conhecimento de inglês para que isso se tornasse possível.

Maluquice? Malandragem? Não, é o futuro da TV.
Cada vez mais a televisão será feita em colaboração com os telespectadores-internautas, que não apenas escolherão o que – e quando – assistir, como poderão interagir com seus programas favoritos, enterrando de vez a passividade da TV tradicional.

Tudo “culpa” de Lost. Engana-se quem pensa que a série é apenas uma história sobre sobreviventes de um acidente aéreo em uma ilha deserta no Oceano Pacífico. Lost é um universo que se expande sem parar na internet, onde muitos de seus enigmas são intensamente discutidos.

Os próprios profissionais por trás de Lost criam meios para fazer isso, como fóruns, podcasts, blogs e até games de realidade alternativa. Dessa maneira, a série transforma os fãs passivos de outros tempos em espectadores ativos, que interagem entre si e com a equipe do programa, sentindo-se parte da trama.

Assim, quem acompanhar a série apenas pela televisão não vivenciará toda a experiência paralela que existe além daquilo que é exibido uma vez por semana durante uma hora. Entendeu agora o porquê da correria para assistir à série na mesma noite em que ela estreou lá fora?

Por causa do intenso fluxo de informações e debates sobre o seriado na internet, simplesmente não dá para esperar mais de um mês para assistir a Lost na TV a cabo brasileira. O fã daqui não quer ter esse “delay” em relação ao norte-americano.

Mas peraí: baixar programas de TV pela internet e traduzi-los por conta própria não é ilegal? Ao fazê-lo, o internauta não prejudica a produção do programa e as emissoras que o transmitem?

Essa é uma discussão séria, mas o fato é que, com a popularização da banda larga no mundo, a TV terá de se adaptar. A novela não precisará mais ser depois do jantar; muito menos o Fantástico, no domingo à noite, anunciando com tristeza que o final de semana acabou.

E Lost, ao compreender o fenômeno e tirar proveito dele, está na vanguarda. Nesta edição, o Link se perde em Lost e mostra como a nova televisão está sendo feita por nós, internautas, junto com eles, roteiristas e produtores.

Se você não acompanhou Lost desde o princípio, pode assistir aqui no blog um vídeo com um resumo das três últimas temporadas de Lost. Em um pouco mais de 8 minutos você fica por dentro dos principais detalhes para acompanhar a nova temporada. Namastê!

via Dellmelo | Inconsciente e-Coletivo

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