O celular já substitui as filas no check-in

Os funcionários da Oi e da Gol são as cobaias de uma experiência que pretende revolucionar a forma de embarcar em aviões, o check-in pelo telefone celular.
Uau! É só apresentar o telefone e embarcar?
Calma; Não, ainda não é assim.

O Check-In Gol foi lançado em junho, mesmo estando ainda em projeto piloto restrito ao embarque dos funcionários das duas empresas nos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont. A idéia é simples, o passageiro cadastra seu telefone celular no momento da compra da passagem – a Oi e a Gol homologaram 116 aparelhos. Quando ele chega próximo ao aeroporto, a ERB próxima identifica o passageiro pelo número e envia uma mensagem SMS com um código de barras.

O ticket tinha lá seu charme, mas vai desaparecer

O ticket tinha lá seu charme, mas vai desaparecer

A Oi tentou que a Infraero considerasse a troca dos leitores ópticos de códigos de barras usados pelos oficiais na entrada da área de embarque, pois os aparelhos não são feitos para ler visores de telefone celular. A norte-americana Continental Airlines, por exemplo, testa em quatro aeroportos (Houston, Newark, Washington DC e Boston) uma leitora de código de barras especial para ler os celulares.
Então, Gol e Oi adotaram uma solução “intermediária”. Na entrada da sala de embarque, um funcionário da Gol fica de plantão com um aparelho que lê o código de barras no visor do celular do passageiro e emite um ticket de embarque impresso. O passageiro entrega esse papel e apresenta um documento de identidade para o funcionário da Infraero. A vantagem é economizar tempo do passageiro que embarca apenas com a bagagem de mão. Ele não precisa mais ir ao balcão da companhia aérea para emitir o cartão de embarque impresso.
Aliás, essa é uma mudança que veio para ficar. A Iata, organização mundial que reúne quase todas as companhias aéreas do planeta, anuncia em seu site que em 31 de maio os agentes de viagem interromperam definitivamente a emissão de tickets impressos. Até o final de agosto será a vez das companhias aéreas. A economia prevista é de 3 bilhões de dólares anuais.
Para o passageiro, ótimo, quanto mais fácil e prático melhor. Mas há quem vai sentir saudade da boa sensação de receber em casa um envelope com um ticket aéreo, ou sair da loja charmosa com os cartões que prenunciavam uma bela viagem de férias. C’est la vie!
via Max Gonzales

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