Proteja a agenda do celular em caso de perda ou roubo

Alguns celulares oferecem a possibilidade de se fazer backup do que ele tem armazenado no computador usando programas que, via de regra, fazem parte do pacote de acessórios que acompanha o telefone.
Basta um cabo – em geral USB e que talvez tenha que ser comprado separadamente – para sincronizar os dados de seu celular com o computador, criando-se um backup de segurança dos seus dados.
O problema desse tipo de backup é que ele não é, digamos, ‘live’ ou em tempo real.
Isso significa que o usuário precisa tomar a iniciativa de fazer a cópia de segurança caso queira se prevenir de qualquer eventualidade. E precisa fazer isso no PC que tenha o software de sincronismo instalado e estar com o tal cabo em mãos.
Como alternativa a esse método, existem serviços de backup na web oferecidos pelas operadoras de telefonia celular, que permitem que mesmo em caso de troca ou perda do chip e do celular, o usuário possa recuperar seus contatos a qualquer momento.
Com todas as operadoras, o funcionamento do serviço é parecido. Trata-se de um armazenamento dos dados de forma virtual, nos servidores da empresa de telecomunicações.

Como funciona

Uma vez feita a sincronização inicial, o usuário pode acessar a sua agenda lá armazenada, assim como editar, apagar, inserir novos contatos, além de recuperar tudo em caso de roubo ou perda, enviando os dados para seu novo chip ou celular.
O usuário paga uma taxa pela primeira sincronização e valores adicionais a cada nova atualização.
O serviço é ativado no próprio menu do celular, e em geral é possível configurar a periodicidade de atualização automática do backup da agenda. Desta forma, a cópia acontece mesmo que o usuário se esqueça de fazê-la.
No caso da TIM, o serviço custa 3,99 reais (mais tributos) pela primeira sincronização ou para a recuperação da agenda de contatos. As atualizações posteriores custam 49 centavos de real (mais impostos).
O preço da Claro é praticamente o mesmo: 4 reais pela primeira sincronização e pela restauração dos contatos; sincronizações adicionais são tarifadas em 50 centavos de real.
Já a operadora Oi trabalha com o valor fixo de 2,49 reais para cada vez que os contatos forem salvos, atualizados ou recuperados com sucesso.
No serviço da Vivo, a primeira sincronização custa 2,99 reais, e as demais atualizações, 49 centavos de real cada.
Dentre as quatro operadoras, a Claro e a Vivo são as únicas cujos serviços funcionam inclusive com chips de 64 quilobyte (KB). Tim e Oi requerem cartões de 128KB.

No chip ou no aparelho?

O que é melhor: gravar seus contatos no chip ou no próprio telefone celular? A melhor escolha – e talvez a mais sensata – é gravá-los nos dois. Para efeitos de segurança, deixar sua agenda apenas no celular deixa-a muito vulnerável.
Quem optar por deixar os dados no celular só possui como alternativa de backup a sincronização com o PC, pois para usar os serviços de backup online das operadoras é necessário que os dados estejam no cartão.
Além disso, manter os contatos no chip, permite mobilidade entre aparelhos em caso de troca de celular, para quem usa mais do que um telefone normalmente, ou até no caso de se ficar sem bateria e precisar utilizar o seu chip no ceular de um amigo.
Guardar as informações no chip, contudo, tem limitações. O nome dos contatos, por exemplo, costuma ser limitado no número de caracteres quando comparado ao que se pode fazer na memória do celular.
Além disso, talvez não seja possível associar uma foto ou imagem aos contatos armazenados no chip. Verifique se esse é o seu caso.
Em geral, os celulares vêm configurados para a memória do telefone ser o local padrão de gravação dos contatos.
Se o usuário preferir, deve mudar o lugar de gravação para o cartão e, em seguida, copiar a agenda da memória do telefone para a memória do chip – verifique no manual do aparelho como fazer isso já que cada aparelho tem um modo distinto de resolver a questão; na maior parte das vezes, contudo, esta é uma tarefa bem intuitiva.

Bloqueio

No caso de perda, roubo ou furto do celular, o ideal é comunicar sua operadora por meio do serviço de atendimento ao cliente e solicitar o bloqueio do chip e do aparelho. Dessa forma, você irá impedir que alguém faça ligações com sua linha ou que tenha acesso indevido às informações que houver nele.
No caso de você não recuperar o seu aparelho, é recomendado que você faça um bloqueio definitivo do telefone para que não seja utilizado por terceiros. Basta inclui-lo no CEMI – Cadastro de Estações Móveis Impedidas – uma lista mantida pela Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações que identifica cada aparelho extraviado e é consultada por todas as operadoras GSM.
Para este tipo de bloqueio, é preciso apresentar, além dos dados pessoais, o boletim de ocorrência relativo ao roubo e o número do IMEI do celular (International Mobile Equipment Identity, um RG de cada celular).
Essa identificação pode ser obtida de quatro formas: na nota fiscal do aparelho; na caixa do celular; dentro do aparelho, atrás da bateria; ou por meio do comando *#06# no próprio celular. Assim, é importante ter esse número anotado de antemão como precaução para a eventualidade de um roubo.

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Um Comentário

  1. edson 10 de fevereiro, 2010

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